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Blog Oncotek

Novidades do Congresso Anual da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO) 2017

21 de junho de 2017

O Congresso Anual da Associação Americana de Oncologia Clínica (ASCO) realizado em Chicago, reúne mais de 30 mil profissionais oncológicos de todo o mundo para discutir modalidades de tratamento de última geração, novas terapias e controvérsias em curso no campo oncológico. Durante o evento, também são apresentados resultados dos principais estudos em andamento nos grandes centros de referência oncológica.

Dentre os assuntos, novos medicamentos, novas condutas e alguns protocolos modificam a forma de tratarmos determinados tipos de câncer. Este ano, o Congresso da ASCO encerrou dia 06 de junho e as novidades estão sendo divulgadas e discutidas pelos Oncologistas de todos os países.

Congresso ASCO

Aqui no blog Oncotek, você confere em primeira mão alguns dos principais tópicos do Congresso observados pelo Dr. Eduardo Johnson.

Utilização precoce da Abiraterona em grupos específicos

Neste estudo, os pacientes – com câncer de próstata de alto risco (GLEASON 8 ou maior) com metástases ósseas ou viscerais, foram divididos em 2 grupos, todos com bloqueio hormonal com Zoladex. Em um grupo foi adicionado Abiraterona (Zytiga) e o outro recebeu placebo. Após 30 meses, o grupo com associação do bloqueador com Abiraterona teve redução de 53% do risco de piora da doença e um atraso no crescimento tumoral em cerca de 18 meses.

Este estudo comprova a vantagem da utilização precoce da Abiraterona, pelo menos neste grupo específico de pacientes. No geral, seus efeitos colaterais são poucos e toleráveis.

Resultados dos imunoterápicos Nivolumab e Ipilimumab em pacientes com metástase cerebral de melanoma

Um grupo de pacientes de difícil abordagem para tratamento são aqueles com metástases cerebrais de melanoma. Dois estudos mostraram respostas surpreendentes para esta população.

O primeiro, Check Mate 204, demonstrou que a combinação de 2 medicamentos imunoterápicos o Nivolumab e o Ipilimumab reduziram metástases cerebrais em 55% dos pacientes do estudo. Em 21% dos casos a resposta foi completa. Por outro lado 52%, dos pacientes tiveram efeitos colaterais significativos e 31% não puderam prosseguir o tratamento.

No segundo estudo, os pacientes com melanoma e metástase cerebral utilizaram a combinação Nivolumab/Ipilimumab ou apenas Nivolumab.

42% do grupo tratado com a combinação obteve resposta significativa, ao passo que, somente 20% do grupo que utilizou apenas nivolumab obteve resposta clínica.

Em resumo, a combinação de Nivolumab e Ipilimumab em pacientes com metástase cerebral de melanoma apresenta um elevado índice de resposta terapêutica, portanto, deve se tornar a primeira indicação de tratamento para este grupo de pacientes.

Touca gelada evita queda de cabelo em pacientes em tratamento Quimioterápico

O resfriamento do couro cabeludo durante a quimioterapia é uma das novidades altamente eficaz para prevenir a queda de cabelo, que está entre as principais queixas das pacientes em tratamento de câncer.

O estudo comparou um grupo de mulheres com câncer de mama utilizando quimioterapia com antraciclina ou taxano (que levam à queda de cabelo) juntamente com o resfriamento de couro cabeludo e outro grupo controle com a mesma quimioterapia, porém sem utilizar a técnica.
Surpreendentemente, o estudo foi encerrado antes do previsto devido a comprovação da eficácia do método: 50% das pacientes que utilizaram o resfriamento mantiveram o cabelo enquanto nenhuma manteve no outro grupo controle. É importante observar que, nesta técnica, o resfriamento se inicia 30 minutos antes da quimioterapia e encerra 90 minutos após o término da quimioterapia.

Aprovação do imunoterápico Keytruda
Pela primeira vez um medicamento foi aprovado para o tratamento do câncer em um marcador e não para um órgão específico. O imunoterápico Pembrolizumab (Keytruda) foi aprovado pelo FDA para tratamento de tumores, com Instabilidade Microssatélite (alteração genética encontrada principalmente em tumores colorretais, endometriais e gastrointestinais).

O Keytruda está disponível no Brasil com indicação para melanoma metastático e trata-se de um inibidor do “cheque point” PDL1, que estimula a imunidade do próprio paciente contra o tumor. Tem indicação também para tratamento de carcinoma de pulmão, linfoma de Hodgkin, carcinoma de cabeça e pescoço, e bexiga. A aprovação do Keytruda demonstra que o tratamento oncológico, torna-se cada vez mais personalizado e consequentemente mais eficiente na luta contra o câncer.

Remodal