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Blog Oncotek

Sobreviventes de câncer compartilham lições sobre o bom gerenciamento do tempo

11 de julho de 2017

Costumamos dizer que o tempo é um recurso limitado. Ninguém viverá para sempre, mesmo que a maioria das pessoas não pense muito a respeito. Entretanto, o diagnóstico de uma doença como o câncer é capaz de mudar a mentalidade e a percepção dos pacientes sobre como gerir o tempo.

Alguns pacientes que encararam o tratamento e sobreviveram à doença comentam sua experiência própria sobre o tema. Acompanhe:

Matt Hall descobriu que tinha leucemia em 2006, aos 32 anos. Felizmente, sua forma de câncer era tratável com Gleevec, uma droga que mantém a doença controlada, o que significa que Hall poderia esperar viver uma vida relativamente normal.

Ainda assim, essa boa notícia não foi imediatamente óbvia quando ele foi diagnosticado. Ele lembra estar em seu carro e sua esposa dirigindo, quando olhou pela janela e viu outras pessoas em seus carros.”A vida continua, mas no meu carro sentiu que a vida estava parada”, diz ele. “Quando algo assim acontece, você não costuma ter uma visão a longo prazo.”

Eventualmente, uma vez que ele parou de pensar que poderia morrer logo também precisou aceitar que viveria com uma doença crônica e precisaria de uma visão à longo prazo. A urgência desaparece, ele diz, “mas nunca desapareceu para o que eu considerasse um ritmo normal pré-câncer”.

Hall diz: “Agora, eu sou decisivo e tenho uma urgência às vezes desconfortável para outras pessoas”. Ele co-fundou uma empresa e também escreveu um livro (Odds On: The Making of a Evidence-Based Investor). Recentemente foi para Wimbledon porque ama o tênis e queria ver Roger Federer jogar. Este ritmo intenso tem suas complicações. “É de certa forma exaustivo”, admite Hall.

Erin Zammett Ruddy foi diagnosticada aos 23 anos e vive com a doença há 15 anos. Sua percepção do tempo mudou de maneira um tanto diferente do que a de Hall.

“Eu maximizei todas as horas do dia”, diz ela. “Eu nunca relaxava. Sempre estava fazendo, planejando e aspirando novas coisas para o futuro. “Mas após a montanha-russa do meu diagnóstico, percebi que poderia viver uma vida relativamente normal”, diz Ruddy. Percebi que, embora pudesse realizar muito, “não precisava ser tão louca para fazer tudo”. “Parei de acordar todos os dias sentindo que tivesse que conquistar o mundo.” “Estou saudável e estou me sentindo bem, então eu vou ficar tranquila”.

Ruddy escreveu um livro ( My So-Called Normal Life) sobre sua experiência com o câncer e já percorreu o mundo falando sobre o tema.

Layla Banihashemi, neurocientista e professora assistente de psiquiatria da Universidade de Pittsburgh, foi diagnosticada com câncer de mama aos 32 anos, alguns meses depois de se casar. Ela passou um ano em tratamento entre quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

Antes de seu diagnóstico, ela comenta:

“Eu estava exclusivamente focada em minha pesquisa e carreira, definitivamente havia coisas no fundo da minha mente que eu queria seguir, como treinamento de professores de yoga ou aprender a tocar violão e escrever músicas, mas eles acabaram ficando de lado porque sempre havia algo aparentemente mais importante. “Banihashemi e seu marido até decidiram atrasar sua lua de mel porque estavam ocupados com o trabalho. “Eu também passei muito tempo me preocupando intensamente com o futuro – o que acontecerá se minha bolsa não for financiada, o que eu farei com minha vida? – não enxergando outras possibilidades.”

Layla Banihashemi- Neurocientista

O diagnóstico mudou isso. Banihashemi aprendeu a “começar as coisas que realmente desejava fazer”. Depois de terminar a maior parte do tratamento, escreveu duas músicas com a ajuda de um amigo músico. Ela e seu marido saíram em sua lua de mel para o condado de Kauai, no Havaí. Começou também suas aulas de canto e de guitarra. Atualmente, Banihashemi está fazendo aulas de desenho, aprendendo a nadar e comenta que aflorou o seu lado espiritual, deixado de lado por muito tempo.

“Após meus tratamento de radio, experimentei alguns sintomas de estresse pós-traumático e comecei a buscar formas de enfrentamento em um nível emocional e espiritual”, diz. Banihashemi passou a dedicar mais tempo em contato com a natureza. “Uma coisa com a qual devo dedicar muito menos tempo é a preocupação com o futuro”, diz ela. “Tenho uma maior sensação de que estou no caminho certo, e que as coisas irão funcionar exatamente como elas são destinadas”.

Apesar das diversas reações sobre como os entrevistados passaram a administrar o tempo após o diagnóstico de câncer, uma coisa é certa: a sobrevivência à essa experiência desafiadora tende a fazer com que as pessoas pensem que não é preciso desperdiçar tempo e energia em coisas que não são significativas nem agradáveis. “Eu não desperdiço mais tempo com coisas pequenas”, comenta Hall.

Ruddy agora leva a vida mais calma e sem tantas preocupações quando as coisas não saem da maneira esperada.

“Depois dessa experiência, eu sei, graças a Deus, haverá outro dia. Não é o fim do mundo.”

Fonte: http://bit.ly/2rxj7aL

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